14 January 2012
por Heloisa H.R. de Almeida
O(s) governo(s) brasileiro(s) vêm desenhando seu perfil ao ponto de fazê-lo claro aos olhos de quem tenha olhos para ver. A sociedade brasileira está sendo tratada, em sua maioria representada, como escória, um tipo de sub-produto humano dos interesses de uma suposta elite. Acham, os políticos, em relação a si mesmos, que é chegada a hora de exercerem os seus poderes carregados de ódio, frustrações , ressentimentos e confusões sem “Vontade ao Bem”. Vai ficando muito nítido, para alguns de nós, como o sistema político brasileiro vem imulando o que há de mais nefasto e supressivo na atual civilização humana, sobre aqueles considerados comandados, passíveis de tutela e de guia.
Esse desenho é claro, e suas cores são cinza e negro, aos olhos de muitos. Cada passo, cada “Medida Provisória”, cada arranjo, cada mentira proferida, cada roubo, cada arbitrariedade, tendem à precisão do cálculo importado, por esse mesmo sistema, ultrajando e subestimando, na mais completa cara-de pau, a inteligência e a prerrogativa dos seres de procurarem escolher o que melhor lhes serve dentro da conjuntura que se apresenta.
Desenho sistêmico, sistematicamente reforçado, no passo a passo da supressão dos tão falados direitos humanos. Buscam os zumbis políticos e os tecnocratas, antes buscados, por outros, por seus perfís de subserviência, eles mesmos, dispersar a atenção da platéia pasma em confusão, e fazê-la perder-se em detalhes de banalidade, disperdiçando tempo com discussões em círculos, à medida em que avançam em suas agendas.
O pano de fundo e a base “ideológica”, é a promoção da confusão entre tendências, ao ponto da esculhambação! Quém é quem, será que dá prá saber? Não importam os personagens, aqui no caso. São uniformes, colaboram entre si, no silêncio e na zoeira.
Se de fato estamos interessados em algum tipo de avanço na solução dos impasses e do constrangimento da ética espiritual dos seres humanos, precisamos olhar com mais vontade de clareza o jogo que está sendo jogado, e os sub-jogos que estão sendo enfiados goela abaixo dos seres já nascidos.
Quanto aos que estão por chegar, nestes tempos de roubo, usura e controle, melhor será arregimentá-los ainda no ventre.
As mulheres são parideiras descartáveis, dentro desse mesmo sistema , sistema esse que tem como ferramenta mais conveniente seus ministérios-caixas, alí, bem alí, onde a reza principal é : “Fazei de mim, intrumento da tua vontade” Daquilo que não vem hesitando em deixá-las morrer,ou no mínimo fazê-las mutiladas, por descaso, no que se vê aparente, ou por cálculo, no que se deduz, pelo que é dito, e pelo que não é dito. São numerários, elas, num sistema ortodoxo e masculinamente teocrático. Desprotegidas, aviltadas e tripudiadas, o passo agora é que sejam controladas e monitoradas por sabe-se lá quem, no absoluto sigilo a que têm acesso as forças controladoras do que é bem ou mal para os outros, com as justificativas esfarrapadas de que a máquina que as aniquila vai agora melhor poder poupá-las! Poupem-nos dessa falácia! Se não nos pouparem, porque não estão em grau, esses tecnocratas, poupemos-nos nós mesmas, mulheres de carne e osso, de alma e espírito, da subserviência às custas da nossa dignidade e vida, e da dos nossos filhos.
Para que não sejam aqueles filhos..., no futuro, que por uma trouxa de ilusão de poder e controle, vituperem o próprio feminino gerador, a própria Mãe!
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