16 August 2015
No seguinte uma prévia da nova edição do livro "O seu arquétipo pessoal" em português.
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Quais seriam os benefícios conhecendo o seu arquétipo pessoal?
por Max Sandor e Heloisa Helena Rosas de Almeida
O moto 'conhecer a si mesmo' é um tema central na consciência humana.
Aqui o paradoxo mais profundo e mais abrangente do Universo é o de que o observador nunca é capaz de observar a si mesmo, paradoxo esse que o Budismo antigo compartilha com a Teoria Quântica moderna.
Nós só podemos observar com certeza, aquilo que NÃO É 'nós'.
Quando começamos a fazer isso tendo em vista os outros, encontramos atitudes e comportamentos que as pessoas têm em comum, independente do status social, da idade, da nação ou raça a que pertencem. Podemos enxergar, enfim, que nós, individualmente, seguimos padrões específicos também.
Essa qualidade de observação faz nascer a consciência de classificações das pessoas e da existência da abstração de 'arquétipos' em geral.
Existem muitas destas classificações na historia da civilização humana: o sistema das 'gunas' nos Vedas da Índia, a tipologia grega clássica, a astrologia, os arquétipos Junguianos, e, os arquétipos do Ifá, chamados Orisha.
Cada um dos sistemas da classificação arquetípica tem as suas verdades e os suas fraquezas. Qual é o mérito do sistema dos Orisha sob essa luz?
Imagine uma estória ou um jogo de aventuras: você é um paraquedista que vai pular numa terra incógnita para encarnar e cumprir uma 'missão impossível', digamos, para resgatar uma princesa presa num calabouço.
O momento exato do pouso na terra é quando um espírito encarna-se num corpo humano, tipicamente imediatamente depois do nascimento desse corpo. O caminho do corpo no roteiro quase circular do Universo, e os desafios que você vai encontrar no percurso da vida, dependem do lugar onde você aterrou, do tempo exato do pouso, e da configuração do dia do ano. Nós podemos aproximar estes parâmetros pela Astrologia.
As qualidades básicas do corpo físico que você escolhei para encarnar-se para a sua missão, seguem a classificação dos quatro temperamentos gregos, ou, se você prefere, o modelo Indiano da Ayurveda
Durante a missão você vai precisar usar vários arquétipos sócio-funcionais, como ser um pai ou uma mãe, um curador, um monstro, um líder, etc... Vários modelos, como o Junguiano, servem para isso.
Faltam, porém, alguns parâmetros nesta aventura. E agora, finalmente, vemos as polaridades cósmicas do Ifá (Odu) e os arquétipos, os Orisha.
Com a "Leitura de vida" podemos definir a sua motivação para encarnar-se para esta aventura no 'vetor interno', a missão mesma como o Odu (polaridade) central, e a sua estratégia principal para sobreviver e vencer, no 'vetor externo'.
Falta ainda o papel principal que você vai jogar durante essa vida: você vai agir mais como um soldado ou como um curador? Mais como uma amazona ou mais como uma enfermeira? Mais um artista ou mais como um cientista?
O Sistema do Ifá identifica exatamente 201 arquétipos distintos. Nós podemos agrupá-los em seis 'complexos arquetípicos'. Esses grupos principais estão espelhados também no modelo do 'cérebro triuno' tanto para corpos femininos quanto masculinos.
Este modelo influencia todas as preferências e aversões de uma pessoa, assim como suas fortalezas principais e as suas fraquezas. Por isso, é instrumental em todos os passos e escolhas na vida.
Sem conhecer o seu arquétipo e as suas qualidades é principalmente impossível determinar se uma escolha sua já estava programada pelo arquétipo, ou se é verdadeiramente a SUA PRÓPRIA ESCOLHA.
Na falta de conhecimento do seu arquétipo, e independentemente de uma explicação de onde vêm os padrões arquetípicos, os seus padrões rígidos e limitados não serão baseados em escolhas conscientes. Como consequência, tais comportamentos padrões são tipicamente aceitados como 'normal' ou 'evidente', justificados de qualquer maneira, e nunca questionados.
É claro também que ninguém estaria em grau de muda-los facilmente, sem primeiramente ganhar um certo conhecimento e consciência deles.
Este é, então, o primeiro passo para conhecer a si mesmo: conhecer o seu arquétipo, suas preferências e problemas.
Só com este conhecimentos podemos começar o segundo passo: dirigí-los com mais prudência e sabedoria.
É deste caminho que surgem os muitos benefícios que chegam, conhecendo o seu arquétipo espiritual.
Assim você pode aproveitar o conhecimento do Orisha:
- Entre em harmonia com o seu Orisha para mais felicidade na sua vida. Enquanto ela ou ele não é contente, nem você poderia ser feliz, ainda que a vida providenciasse todos os outros ingredientes materiais e emocionais.
- Antecipe os problemas potenciais do seu Orisha para evitar problemas com outros, de saúde ou de dinheiro.
- Aproveite mais intencionalmente as qualidades positivas do seu Orisha, para mais sucesso nos projetos na sua vida;
- Reconheça a rede de relações de amizades e encrencas na sua vida como resultados das relações dos Orishas das pessoas envolvidas, e comece a transcender a sua programação nesses scripts e jogos.
- Você pode parar de culpar outros ou si mesmo e achar soluções que resolverão situações críticas de verdade; a grande maioria dos problemas na sua vida estão baseados nos problemas do seu Orisha, em relação com os Orishas dos outros.
- Comece a ver quais são as suas próprias escolhas na vida.
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